You know what? As coisas não são complicadas. Eu não sei porque as pessoas teimam em complicar, em mistificar, em mirabolar coisas que deveriam ser tão simples. Talvez só para terem o trabalho de se desenrolarem depois. Se as coisas não funcionam, faça-as funcionarem ou as abandone. Não dá trabalho fazê-las funcionarem, assim como não deveria ser doloroso abandoná-las. Se dá trabalho demais, se você push yourself demais, se você tenta demais e pouco consegue, se você se cansa e se machuca na intenção de fazer algo funcionar...bom, então você não deveria estar fazendo o que quer que isso seja logo de cara.
De quê, meu Deus, de quê adianta se magoar em prol dos outros? Se magoar em benefício de não sei lá quem? Relacionamento, seja qual for o tipo, não deve ser doloroso. Tem que ser leve, bonito e divertido pra ambas as partes. Se a magoou e ela não esqueceu, se brigam sempre e o relacionamento desgasta, siga em frente. Supere. Seja feliz.
Acho que as pessoas têm medo da felicidade. É uma explicação que faz muito sentido, na verdade. Quero dizer, é tudo o que sempre queremos, é basicamente a única coisa que buscamos na vida. Mas ela não está no final de um caminho extremamente tortuoso, cheio de curvas e obstáculos e barreiras e coisas e coisas e coisas e você fica cansado só de pensar em quão terá que andar com o mundo nas costas pra chegar à ela. NÃO! A felicidade está em cada esquina, em cada sala, em cada piscar de olhos. Sem querer soar muito auto-ajuda, apesar de ser inevitável quando se entra em assuntos que mexem tanto com o interior de cada um de tantas maneiras diferentes, mas é bobagem caçar felicidade como se fosse um bicho esguio. Só abra a porta, deixe-a entrar. Se você pensar dessa forma, sabe...é tudo simples.
Felicidade é uma coisa simples.
Quero dizer, supostamente ela é simples. Como relacionamentos.
Simples.
Relacionamentos são tão estressantes porque as pessoas acham que é tão difícil que duas pessoas possam ser realmente felizes, na mesma sintonia, na mesma hora e sob as mesmas circunstancias.
E é óbvio que é difícil. Ninguém pede pras coisas andarem no mesmo compasso. Ninguém quer um espelho. Ninguém quer - francamente, ninguém quer - uma alma gêmea, uma cara metade, uma tampa pra panela. Toda laranja tem a sua metade, mas porque necessariamente ela tem que estar com outra pessoa? Porque precisamos de alguém pra sermos completos?
Enquanto andamos por aí, nos apegando às pessoas, querendo que elas tenham algo que nós nem sabemos exatamente o que é, numa esperança vã e tola de que seremos finalmente completos, existe uma minoria que sabe de cor e salteado que já nasceu pronta. Que não precisa de outra pessoa para se completar, que cresce com os relacionamentos, que amadurece com eles, que aprende com eles, mas que não depende deles pra se tornar um ser. Pessoas felizes.
Pessoas simples.
Não deve ser bom andar na rua e saber que você está em dia com você mesmo? Que você encontrará, apesar de todas as possíveis coisas que podem lhe acontecer, pelo menos um motivo para sorrir no dia? Talvez que faça toda a tristeza ou monotonia do resto do dia valer a pena, ou pelo menos se tornar menos relevante?
Quando eu acordar amanhã, vou olhar no espelho e fazer uma careta, ou me lembrar de alguma coisa realmente estúpida, ou dar uma gargalhada engraçada, só para arrancar de mim o sorriso diário necessário. Não quero soar uma pessoa estranha, antisocial, que não conversa ou ri com as demais. Mas quão chato é ter que depender dos outros? Eu particularmente odeio, não sei você. Imagina - i-ma-gi-na - se eu tivesse que depender dos outros para sorrir, para ser feliz? Tava lascada. Quanto mais eu me torno independente das pessoas, mais eu aprendo a conviver em paz, em harmonia, em alegria com elas. É uma sensação diferente, de só querer estar com alguém pra dividir o quer que você se sinta, mas sem a necessidade sufocante de estar com esse alguém. E digo mais: você passa a enxergar todas essas pessoas com outros olhos. E você passa a descobrir coisas muito mais interessantes (ou não) nelas. E de repente são outras pessoas, e de repente é outro mundo, outro mundo que você vai somar à sua construção, que você vai respirar fundo, que você vai tomar feito coca-cola. É um mundo livre, com novas cores, novos tons e sinfonias.
É um mundo extremamente simples.
E é um mundo cheio de felicidade, dessa que só de pensar que te rodeia, que te abraça..bom, já me arrancou um sorriso enquanto escrevo, não sei como foi aí.
Esse não é um texto com final. Esse é um daqueles textos que você escreve pra si, falando alto, e de repente percebe que precisa dividir, espalhar as boas novas, lançar sementes.
Desses que nunca acaba, porque sempre tem alguém pronto pra acrescentar alguma coisa. Alguém que virá sorrindo, alguém com uma idéia simples na cabeça, alguém com o coração, a alma, o corpo, o espírito, o sei lá o quê aberto pra felicidade. E eu farei questão de acrescentá-lo aqui - o fato dele não ter final não quer dizer que ele está incompleto. Muito menos que está perfeito. Afinal, a gente sempre soma o que nos é dado, certo?
Ceeeeeeeeeeeeeeeerto?

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